02OUT

1º Oficina de Submissão de Artigos da Pará Research Medical Journal

Na oficina, os candidatos a submissão de artigos receberam informações de como evitar erros que tem sido comuns no momento da submissão desde falhas na redação do artigo, omissão de documentos obrigatórios, até a aprovação no comitê de ética, já que as pesquisas envolvem seres humanos”, esclareceu o Editor Chefe

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Pará Research Medical Journal
https://prmjournal.org/article/doi/10.4322/prmj.2019.018
Pará Research Medical Journal
Artigo de Pesquisa Enfermagem Pediátrica

Variáveis neonatais em recém-nascidos portadores de atresia esofágica

Neonatal variables in newborns with esophageal atresia

Andressa Tavares Parente , Gilmara Lopes Vaz , Maria Victória Cravo Salustiano , Karina Cristina Pinheiro Oliveira , Gelma Helena Barbosa de Carvalho , Angeline do Nascimento Parente

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Resumo

Objetivo: Descrever as variáveis neonatais de recém-nascidos portadores de Atresia Esofágica atendidos em um hospital de referência materno infantil da região Norte do Brasil, no período de janeiro de 2013 a fevereiro de 2018. Método: Estudo documental, retrospectivo e quantitativo em 50 prontuários de neonatos portadores de atresia de esôfago, internados em um hospital de referência. A investigação de dados/variáveis em prontuário ocorreu através de um roteiro de investigação no período de setembro a outubro de 2018. Resultados: Entre os 50 neonatos investigados, a média da idade gestacional foi 38 semanas, sendo 28 (56%) a termo. Em relação ao sexo, destacou-se 31(62%) feminino e 19 (38%) masculino. Quanto a via de parto: 32 (64%) dos neonatos nasceram por parto cesariano. A média de peso dos neonatos foi de 2,625 kg, destes 30 (60%) apresentaram peso adequado (>2.500g) e 17 (34%) baixo peso (<2.500g), sendo 27 (54%) considerado adequado para idade gestacional. A média do índice de Apgar no primeiro minuto foi 7 e no quinto minuto 8. Entre as intercorrências em sala de parto destacaram-se: a não progressão de sonda orogástrica em 37 (74%), desconforto respiratório presente em 33 (66%), intubação orotraqueal realizada em 18 (36%), manobras de reanimação neonatal foram utilizadas em 13 (26%). Conclusão: As variáveis neonatais encontradas na pesquisa assemelham-se a outros estudos sobre a anomalia, exceto o maior percentual do sexo feminino, que nos achados científicos têm-se a predominância da incidência no sexo masculino.

Palavras-chave

atresia esofágica; neonatologia; anormalidades congênitas; perfil de saúde.

Abstract

Purpose: To describe the neonatal variables of newborns with Esophageal Atresia treated at a maternal-child care reference hospital in the northern region of Brazil, from January 2013 to February 2018. Methods: This is a retrospective, quantitative and documentary study, where it was searched in 50 patient records of infants with esophageal atresia, admitted in a reference hospital. Results: Among the 50 neonates investigated, the average gestational age was 38 weeks, of which 28 (56%) were born at term. Regarding gender, 31 (62%) were female and 19 (38%) were male. Regarding the mode of delivery: 32 (64%) newborns were born by cesarean delivery. The mean weight of the newborns was 2,625 kg, of which 30 (60%) presented adequate weight (> 2,500 g) and 17 (34%) underweight (<2,500 g), 27 (54%) considered adequate for gestational age . The average of the Apgar index in the first minute was 7 and in the fifth minute 8. Among the intercurrences in the delivery room were: the non-progression of the orogastric tube in 37 (74%), respiratory discomfort present in 33 (66%), orotracheal intubation performed in 18 (36%), neonatal resuscitation maneuvers were used in 13 (26%). Conclusion: The neonatal variables found in the study resemble other studies on the anomaly, except for the greater percentage of females, which in the scientific findings have a predominance of incidence in males.

Keywords

esophageal atresia; neonatology; congenital abnormalities; health profile.

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