02OUT

1º Oficina de Submissão de Artigos da Pará Research Medical Journal

Na oficina, os candidatos a submissão de artigos receberam informações de como evitar erros que tem sido comuns no momento da submissão desde falhas na redação do artigo, omissão de documentos obrigatórios, até a aprovação no comitê de ética, já que as pesquisas envolvem seres humanos”, esclareceu o Editor Chefe

http://www.santacasa.pa.gov.br/ensino/noticias/detalhe/?id=539

Pará Research Medical Journal
https://prmjournal.org/article/doi/10.4322/prmj.2019.015
Pará Research Medical Journal
Artigo de Pesquisa Medicina

Perfil epidemiológico dos pacientes com Transtorno do Espectro Autista do Centro Especializado em Reabilitação

Epidemiological profile of patients with Autistic Spectrum Disorder of the Center Specialized in Rehabilitation

Deyvson Diego de Lima Reis, Patrícia Regina Bastos Neder, Marcos da Conceição Moraes, Nicolas Mousinho Oliveira

Downloads: 22
Views: 2292

Resumo

Objetivo: Caracterizar o perfil epidemiológico dos pacientes diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Método: O estudo caracteriza-se por ser observacional, transversal e descritivo, e foi realizado no período de setembro de 2018 a fevereiro de 2019, após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa (número 3.180.298). Os dados foram coletados dos prontuários dos pacientes com TEA atendidos no Centro Especializado em Reabilitação (CER) e contou com uma casuística de 100 prontuários, nos quais foram coletados dados para caracterizar o perfil epidemiológico, de acordo com o sexo, a idade, a escolaridade, as medicações em uso e as comorbidades apresentadas. Foram incluídos todos os pacientes diagnosticados com TEA desde março de 2016 até janeiro de 2019. Resultados: dos prontuários avaliados, 23% dos pacientes eram do sexo feminino e 77% do sexo masculino. A faixa etária predominante era dos 5 a 8 anos (44%). A maioria estava no Ensino Fundamental (49%) enquanto 18% não estudavam. As comorbidades mais prevalentes foram Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) (11%), deficiência intelectual (11%) e perda auditiva (9%). Em relação ao uso de medicamentos, 46% usam Risperidona e 40% não fazem uso de nenhuma medicação. Conclusão: o perfil epidemiológico dos pacientes com TEA atendidos no CER consiste na predominância de indivíduos do sexo masculino, na faixa etária entre 5 a 8 anos, cursando o Ensino Fundamental, com comorbidades mais frequentes TDAH, deficiência intelectual e perda auditiva, e em uso de medicações.

Palavras-chave

epidemiologia; perfil de saúde; transtorno autístico.

Abstract

Purpose: Characterize the epidemiological profile of patients diagnosed with Autism Spectrum Disorder (ASD). Methods: This is an observational, transversal and descriptive study, and was carried out between September 2018 and February 2019, after approval by the Ethics Research Committee (number 3.180.298). Data was collected from medical records of one hundred ASD patients attended at the Specialized Center for Rehabilitation (SCR), from which data was collected to determine the epidemiological profile according to gender, age, education level, medication use and presented comorbidities, such as neurological or genetic diseases. All patients diagnosed with ASD since March 2016 until January 2019 were included in the study. Results: The analysis of medical records showed that 23% of patients were female and 77% male. The main age group was 5 to 8 years (44%). The majority was in Elementary School (49%), whilst 18% did not attend school. Prevalent comorbidities were Attention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) (11%), intellectual disability (11%) and hearing impairment (9%). Regarding medication use, 46% were in use of Risperidone, while 40% did not use any medication. Conclusion: the authors have found predominance of male individuals, aged 5 to 8 years, in Elementary School, who present as most frequent comorbidities ADHD, intellectual disability and hearing impairment, and who are use of Risperidone.

Keywords

epidemiology; heath profile; autistic disorder.

Referências

1. Pereira JKG. Prevalência do autismo e de síndromes relacionadas em Apucarana [monografia]. Apucarana: Universidade Federal do Paraná; 2015.

2. Riveira FB. Breve revisión histórica del autismo. Revista de la asociación Española de Neuropsiquiatría. 2017;27(2):61-81.

3. Verhoeff B. Autism in flux: a history of the concept from Leo Kanner to DSM-5. Hist Psychiatry. 2013;24(4):442-58. http://dx.doi.org/10.1177/0957154X13500584. PMid:24573754.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde. Brasília: MS; 2015.

5. Harris J. The origin and natural history of autism spectrum disorders. Nat Neurosci. 2016;19(11):1390-1. http://dx.doi.org/10.1038/nn.4427. PMid:27786188.

6. Brasil. Ministério da saúde. Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com transtornos do espectro do autismo. Brasília: MS; 2014.

7. World Health Organisation. The ICD-10 classification of mental and behavioural disorders. 10th ed. Geneva: World Health Organisation; 1993.

8. American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disordens. 5th ed. USA: American Psychiatric Publishing; 2013.

9. Christensen DL, Baio J, Braun KVN, Bilder D, Charles J, Constantino JN, et al. Prevalence and characteristics of autismo spectrum disorder among children aged 8 years --- Autism and Developmental Disabilities Monitoring Network, 11 Sites, United States, 2012. MMWR Surveill Summ. 2016;65(3):1-23. http://dx.doi.org/10.15585/mmwr.ss6503a1. PMid:27031587.

10. Baio J, Wiggins L, Christensen DL, Maenner MJ, Daniels J, Warren Z, et al. Prevalence of autism spectrum disorder among children aged 8 years. autismo and developmental disabilities monitoring network, 11 sites, United States, 2010. MMWR Surveill Summ. 2014;63(2):1-21. PMid:24670961.

11. Braun JM, Kalkbrenner AE, Just AC, Yolton K, Calafat AM, Sjödin A, et al. Gestational exposure to endocrine-disrupting chemicals and reciprocal social, repetitive, and stereotypic behaviors in 4- and 5-year-old children: the HOME study. EHP. 2014;122(5):513-20. http://dx.doi.org/10.1289/ehp.1307261. PMid:24622245.

12. Oberman L, Eldaief M, Fecteau S, Ifert-Miller F, Tormos JM, Pascual-Leone A. Abnormal modulation of corticospinal excitability in adults with Asperger’s syndrome. Eur J Neurosci. 2012;36(6):2782-8. http://dx.doi.org/10.1111/j.1460-9568.2012.08172.x. PMid:22738084.

13. Lyall K, Schmidt RJ, Hertz-picciotto I. Maternal lifestyle and environmental risk factors for autism spectrum disorders. Int J Epidemiol. 2014;43(2):443-64. http://dx.doi.org/10.1093/ije/dyt282. PMid:24518932.

14. Bölte S. Is autism curable? Dev Med Child Neurol. 2014;56(10):927-31. http://dx.doi.org/10.1111/dmcn.12495. PMid:24840630.

15. Posar A, Visconti P. Autism in 2016: the need for answers. J Pediatr (Rio J). 2017;93(2):111-9. http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2016.09.002. PMid:27837654.

16. Leite R, Meirelles LMA, Milhomem DB. Medicamentos usados no tratamento psicoterapêutico de crianças autistas em Teresina-PI. Boletim Informativo Geum. 2015;6(3):91-7.

17. Castro CB, Lin J, Sakae TM, Magajewski FRL. Aspectos sociodemográficos, clínicos e familiares de pacientes com o transtorno do espectro autista no sul de Santa Catarina. Rev Bras Neurol. 2016;52(3):20-8.

18. Moraes TPB. Autismo: entre a alta sistematização e a baixa empatia. Um estudo sobre a hipótese de Hiper Masculinização do cérebro do espectro autista. Revista Pilquen. 2014;15(11):1-19.

19. Schaafsma S, Pfaff D. Etiologies underlying sex differences in Autism Spectrum Disorders. Front Neuroendocrinol. 2014;35(3):255-71. http://dx.doi.org/10.1016/j.yfrne.2014.03.006. PMid:24705124.

20. Lima RC, Couto MCV, Solis FP, Oliveira BDC, Delgado PGG. Atenção psicossocial a crianças e adolescentes com autismo nos CAPSi da região metropolitana do Rio de Janeiro. Saude Soc. 2017;26(1):196-207. http://dx.doi.org/10.1590/s0104-12902017168443.

21. Anagnostou E, Zwaigenbaum L, Szatmari P, Fombonne E, Fernandez BA, Woodbury-Smith M, et al. Autism spectrum disorder: advances in evidencebased practice. CMAJ. 2014;186(7):509-19. http://dx.doi.org/10.1503/cmaj.121756. PMid:24418986.

22. Zwaigenbaum L, Bauman ML, Fein D, Pierce K, Buie T, Davis PA, et al. Early screening of autism spectrum disorder: recommendations for practice and research. Pediatrics. 2015;136(1 Suppl 1):41-59. http://dx.doi.org/10.1542/peds.2014-3667D. PMid:26430169.

23. Sociedade Brasileira de Pediatria. Triagem precoce para Autismo/Transtorno do Espectro Autista. Rio de Janeiro: Departamento Científico de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento, SBP; 2017.

24. Ribeiro ES, Da Rosa JV, Mello KM, Ferraz LP, Silva S. Perfil epidemiológico de pacientes com transtorno do espectro autista assistidos pela APAE/BAGÉ que frequentam escolas regulares. In: Anais da 14ª Mostra de Iniciação Científica – Congrega URCAMP; 2017; Bagé, Rio Grande do Sul. Bagé: EDIURCAMP; 2017. p. 745-6.

25. Pimentel AGL. Autismo e escola: perspectiva de pais e professores [dissertação]. São Paulo (SP): Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2013.

26. Pachêco MVGM, Campos CNA, Barbosa LNF, Alves JS, Fernandes JR. Caracterização e perfil epidemiológico de um serviço de psiquiatria infantil no Recife. Rev SBPH, Rio de Janeiro. 2017; 20(2):136-52.

27. Fiorini BS. O aluno com transtornos do espectro do autismo na Educação Infantil: caracterização da rotina escolar. [dissertação]. Marília: Universidade Estadual Paulista; 2017.

28. Hollander E, Kiarashi J, Sooraya L. Intervenções psicofarmacológicas para comportamentos repetitivos nos transtornos do espectro autista. Child Adolesc Psychiatr Clin N Am. 2008;17(4)

5d890d0c0e88254c5fc51225 prmjournal Articles
Links & Downloads

PRMJ

Share this page
Page Sections